Ao título
Posted in Uncategorized on Dezembro 24, 2009 by duronisUma desgarreia ao Natal!
Posted in Uncategorized on Dezembro 22, 2009 by estapede
Scotch Brito e Chico Norris fazem dupla por um dia.
Posted in Uncategorized on Dezembro 17, 2009 by mareiaQuando Bernardo e Nexa decidem dar o ar da sua graça.
Posted in Uncategorized on Dezembro 17, 2009 by mareiaA NOSSA forma de dizer FELIZ NATAL
Posted in Uncategorized on Dezembro 17, 2009 by mareiaO QUE LEVEI DESTA PEÇA.
Posted in Uncategorized on Dezembro 10, 2009 by mareiaCozinhar está na moda. Ou melhor, o conceito de homens que gostam de cozinhar, está na moda.
Se em tempos, cool eram os gajos que viviam em casas desarrumadas com roupa de 6 meses em cima das cadeiras e lençois com ar sujo numa cama por fazer. Agora é bem mais in ser arrumado e principalmente cozinhar e cozinhar bem. Coisas diferentes, nada de bifes com batata frita. Isso é cozinha de mãe. Hoje cozinham-se entradas de alheira de caça, depois asinhas de frango com gengibre, acompanhadas de puré apurado com tomate e especiarias. Nem as sogras sabem do que se está a falar. Sabemos nós que provamos e sabem eles, ninguém sabe como.
Diz-se por aí que pela primeira vez na historia da humanidade, os homens têm um segredo. (Por vingança ao segredo feminino nunca revelado, a ida ao wc a pares, mas isso são outras conversas).
E que segredo este, que faz com que eles passem mais tempo na cozinha do que qualquer mulher. E que para além disso, juntou dois actores, Gonçalo Waddington e Tiago Rodrigues. Dois actores com uma paixão em comum, a comida e a sua confecção, e que só com isto, fazem nascer um projecto.
Uma peça que queriam que fosse sobre uma boa refeição, e acaba por ser um retrato daquilo que foram vendo à medida que se iam preparando.
Percorreram e estagiaram nos melhores restaurantes de Portugal e Espanha, como o Can Fabes do famoso Chef Santi Santamaria, ou o restaurante de Martín Berasategui e o não menos famoso Arzak.
Apaixonados pelos bastidores destes restaurantes, foi isso que acabaram por querer recriar. E assim, um palco transforma-se numa cozinha, os figurantes são trocados por cozinheiros e os actores são os dois melhores Chef’s do País e andam à procura da melhor receita da vida deles. Uma hora e dez minutos de espectáculo que se adora se tivermos menos de 65 anos. E se detesta a partir desta idade. E porquê? Porque o retrato destas cozinhas, é o mais realista possivel. O movimento alucinante e coreográfico dos cozinheiros e o insulto constante estão lá. e sempre, ao longo de uma discussão constante entre os dois Chef’s, o que faz da peça, um só e único momento incrível de representação.
Não fiquemos só pelas palavras, e vejamos então o exemplo da peça quando a plateia é composta por um público jovem.
E agora a mesma coisa, mas quando o público é composto maioritariamente por pensionistas revoltados, com a linguagem politicamente incorrecta dos actores:
Destaco frases como “Estamos pior que ao Salazari” ou “e é por isso que os nossos meninos andam aí nas drogas”
enfim, é ver:
DPC & Associados
Posted in Uncategorized on Dezembro 7, 2009 by el nunoO nome que escolhemos tem muitas razões de ser, mas só pelos diálogos que permitiu já foi uma escolha acertada . Tudo isto aconteceu ao telefone e dificilmente encontraríamos melhor forma de iniciar uma conversa.
OBTUSANGULADO
Posted in Uncategorized on Novembro 19, 2009 by sabrezinhoEsta é a nossa palavra da semana
Um post que sai dos postes
Posted in Uncategorized on Novembro 13, 2009 by scotchbrito
O onze está completo.
Não que dantes não tivéssemos; mas é que agora temos equipa. O único onze mais mortífero que o onze de Setetembro e o único onze com mais futuro do que os júniores Benfica.
1 Lisa na Baliza. Do design aos desenhos, uma ave rara que não faz frangos e voa sozinha sem deixar que o tempo lhe deixe qualquer marca.
2 Na lateral canhota, o profissionalismo em pessoa. Defende e ataca, põe os adversários na maca. De pastilha e patilha, um patrão em qualquer corredor.
3 Para as bolas em altura, para as telas com dez metros, artes finais e artes marciais, para o apanhar do ar e para os vôos para casa antes que a mulher lhe fure a câmara de ar. Qualificado, grande, presente.
4 A figura, o Duro, o central. Defende-nos a todos e defende a camisola com a melhor defesa, que da última vez que vimos ainda era o ataque.
5 O cérebro, o escalpe, a cabeça. O planeador que tem planos que todos temem. Temem tanto que tremem, afinal diz-se que não bate bem da bola.
6 Não dá pontapés no Português nem trata ninguém com os pés. Cada passo que dá é seguido de outro e tem a piada na ponta dos dedos. Um copy impossível de copiar.
7 Com saltinhos de veado, vai de projecto em projecto. O samba está-lhe em todo o lado. Mãos no trabalho, pés na bola, perninha dji frango no gelador. Duplicando e dividindo o trabalho, faz dupla com Moura
8 Do Nacional da Madeira, o orgulho do país. Emigre para fora cá dentro, e já agora faça uma dupla inseparável com o seu dupla de flanco.
9 Um Ponta de Lança NATO mais eficaz do que a própria. Da piada mais difícil àquela que é só encostar, há quem diga que é um Deus. Mas daqueles que não perdoam.
10 Um maestro que é uma maestra. A última contratação, que sem se mexer muito – e como alantejana que é – põe tudo a trabalhar para o todo e tudo a dar 110%
11 Alimenta a equipa com gosto e determinação e contagia o público com a sua magia. Uma carreira internacional de grande classe que culmina na Praia de Santo Amaro
Pois é. Parece que este ano a taça é NOSSA.
O rei e a rainha da conveniência.
Posted in festarola! on Novembro 5, 2009 by mareiaEstando nós habituados a lidar com todo o tipo de nobreza especialista em inconveniência, não podíamos deixar de marcar presença no antagónico concerto dos Kings of Convenience.
Dois elementos da NOSSA™ lá se deslocaram ontem ao Coliseu, (um deles com sabor agridoce pois sabia de antemão que ao fazer isto ia perder a oportunidade de ver a performance inigualável de Bernardo, também conhecido por Tiago, em mais um jogo de futebol de agência).
À espera de um concerto conveniente para uma quarta-feira, calmo e sonolento, não tirando mérito à qualidade da banda, a verdade, é que os dois amigos noruegueses mostraram que um “slow” pode ser mais roqueiro que uma malha de uma banda de cabeludos envergando cabedal mais negro que um escravo queniano.
Mas esta faceta só veio ao de cima depois da primeira meia hora de concerto, o que fez com que um dos elementos tivesse desistido precocemente, trocando o quentinho da sala pelo fresquinho das cervejas.
E fez mal. Porque foi precisamente quando a sala bocejava quietinha e começava-se a sentir o desconforto da madeira das cadeiras da sala centenária que os dois kings fizeram cheque mate, levando a uma explosão de música, palmas, saltos e gritos, que fizeram daquele momento algo mais do que o prometido.
Enquanto um elemento da NOSSA invadia o bar do coliseu, o outro invadia o palco. Enquanto um assobiava às miúdas que passavam, o outro assobiava toda uma música em coro e em sintonia com a banda. Enquanto um se encostava ao balcão e sussurrava “queres beber um shot comigo, oh boneca?” à barwoman, outro subia para a cadeira da sala de concerto para gritar “I’d rather dance, I’d rather dance than talk with you!” em uníssono com Erland, Erick e mais 4000 pessoas. Enquanto um começava a ver passar navios, outro via passar Mr. Oye a navegar pela plateia enquanto entoava “I shot the sheriffffffff, quando no palco se tocavam os famosos acordes da Pantera cor-de-rosa. E por fim, quando o elemento que estava no bar achava que a sua noite estava sobre rodas, o outro via os elementos dos Kings of Convenience a andar de skate no palco, a disparar à queima roupa piadas dignas de um espectáculo de stand up e a fazer poses para se tirarem as fotografias da praxe todas de enfiada, que o momento seguinte era dedicado a apreciar a música como deve de ser.
Um concerto apoteótico que deixou um fervilhar na alma de quem viu e imagino que um friozinho na de quem não viu. Para a próxima bebes as cervejas e engatas a empregada na primeira meia hora de concerto tás a perceber ó badurso!!?
Os devaneios de Forrest Brito
Posted in Uncategorized on Outubro 27, 2009 by mareia“Agora que o sol se foi, olho pela janela e penso que que bom foi o verão, que bonito que é o nosso mundo. Inspiro-me e penso:
Uma criança. Duas crianças. Um livro, dois livros.
Três folhas. Quatro folhas.
O mundo é bonito demais para não o descrever. E a vida é como uma caixa de chocolates.
E já que estou de calções, acho que vou correr um bocadinho e nunca mais parar.”


Qualquer semelhança com a realidade, é pura coincidencia.
Voluntários que por vezes até são agredidos
Posted in Uncategorized on Outubro 27, 2009 by estapede
Um trabalho duro que ganha cada vez mais voluntários. Para todos os amigos do peito.
Esta é que é a frase da semana
Posted in Uncategorized on Outubro 27, 2009 by el nuno“A mudança da hora é o jetlag dos pobres.”
Miguel Esteves Cardoso
Frase da semana
Posted in Uncategorized on Outubro 27, 2009 by scotchbrito“Um vintém é um vintém, um cretino é um cretino.”
Manuel Machado
MANIFESTO CONTRA A RACIONALIDADE – Parece grande mas vale a pena.
Posted in Uncategorized on Setembro 30, 2009 by mareia
Gostava muito de ter sido eu a escrever este texto, mas não fui, o mais parecido que posso fazer é “postá-lo” aqui, portanto, cá está.
ps: Assinem a petição.
Agora leiam.
Demora alguns minutinhos..vá..
MANIFESTO CONTRA A RACIONALIDADE
Preâmbulo
São 22h20 de uma noite de final de Verão na serra. Embora ainda seja Setembro está frio, estou no norte do país, a quase 400 km de Lisboa. Aqui não há o mínimo barulho que interfira com a escrita, só os barulhos banais da natureza, mas que me parecem cada vez mais estranhos, por vezes assustadores. Estou num alpendre em pedra, onde ao longe o olhar consegue atingir umas luzes, indefinidas luzes que me disseram várias vezes ser Aveiro, facto que nunca acreditei até reparar no farol. Escrevo no cimo de uma serra onde ao longe vejo um farol – banal? Sim, talvez. Mas para mim esta tranquilidade é especial, há textos que só podem ser escritos fora da cidade.
Há quase dez minutos que aqui estou sentado e ainda não ouvi um carro, o barulho de uma televisão – absolutamente nada que indicie a mínima presença de humanidade, civilização. Ouço um gri gri ensurdecedor que penso serem grilos, cigarras, ou um qualquer tipo de bichos assim do género. Depois há o vento, que vai e vem em rajadas fortes. De resto nada, absolutamente nada.
Ao longe atingi um barulho, são os sinos da igreja a anunciarem a meia hora. Em Lisboa querem proibir os sinos da igreja “porque fazem muito barulho”. Aqui, na serra, os sinos assinalam a existência de vida, assinalam que ainda estamos vivos e que o resto do mundo também. Os sinos servem de bússola, de fio condutor das pessoas. Na serra os sinos da igreja são o único elemento vivo de racionalidade. A inútil racionalidade.
Chamei a este texto “Manifesto contra a racionalidade”. Manifesto porque tem mais impacto do que se lhe chamasse “folhetim” ou “elogio”. Um Manifesto não se escreve de ânimo leve, um Manifesto é uma coisa sentida que brota do fundo do peito para o mundo, não para uma pessoa em especial – mas para todo o mundo. Um “folhetim” ou um “elogio” pressupõe uma constatação, um manifesto é um acto de acção, de afrontamento, de revolta, de amor – acho que finalmente encontrei o senso, a lógica se quisermos, da terminologia – um “Manifesto” é um gesto de amor ao mundo.
Proletários mortos à fome por todo o lado, burgueses anafados com unhas castanhas de davidoff, clérigos presos aos dogmas da santíssima trindade, nobreza falida que prega poesia nos salões a tresandarem a mofo, ouvi-me. Por favor ouvi este afrontamento, ouvi estas palavras, se não por mais, apenas por serem um gesto de amor ao mundo.
Um acto de acção é antes de mais um acto de reacção. O português gosta de ser reactivo, o português é e sempre será reactivo – avesso à mudança dizem os radicais de esquerda, que por norma são meninas bonitas de roupas estranhas. Nunca houve um regime socialista em Portugal pelo simples facto de sermos reactivos, de entendermos que está tudo mal, mas que afinal não está assim tão mal que torne urgente uma mudança. Somos reactivos para sermos iguais ao resto do mundo – é neste ponto que falham as teorias das meninas bonitas de extrema-esquerda.
O português não é como o francês, que no fundo o que deseja é um mundo perfeito. Nós queremos um mundo “porreiro”, um mundo “assim-assim”. Queremos ser felizes à custa de nos mantermos iguais. Por isso, só por isso, nos tornamos num povo reactivo. É por este motivo que urge uma reacção em massa contra a racionalidade, é por esse motivo que devíamos reinventar a literatura portuguesa de amor. Foi assim que quase matamos a nossa poesia. E a culpa? A culpa foi de Fernando Pessoa. E eu adoro o Pessoa e qualquer outra pessoa que escreva algo de parecido com a genialidade dos seus poemas.
Pessoa, de tão genial que era, assassinou a nossa verdadeira poesia. Matou as cantigas de amigo, as cantigas de amor, os sonetos de Camões e o amor transformado em poesia verbal vomitada por entre versos. Pessoa, que era pessoa, certamente não pensou que a sua escrita tivesse consequências tão nefastas na cabeça dos portugueses. A nossa escrita tornou-se como que racional. Amigos gritem comigo: morte à racionalidade.
Sou um tipo que conhece algumas pessoas, não muitas, mas algumas. Já fui director de um jornal e tudo (já viram que título mais pomposo?), não que me sirva de muito, até porque era um jornal regional de uma cidade, mas mesmo assim sinto-me arrependido. Podia ter usado aquelas páginas amarelas de gramagem xpto para atentar contra a racionalidade, era como que uma mini asfixia democrática. Começaria ali no pasquim e depois partiria para o resto do país, seria o furor nas redacções dos jornais regionais, depois dos diários nacionais e qui ça mesmo nos semanários. Fazem falta nos jornais textos irracionais que atentem contra a racionalidade. Mas este texto seria travado pela máquina oculta da racionalidade. Onde? Não sei, mas seria certamente. Ou na revisão, ou na impressão, ou na distribuição, ou nos quiosques, ou em qualquer outro lado – lá viria a DGS da racionalidade impedir que a mensagem passasse.
Para além disso sou editor e até escrevi um livro, o que me daria espaço democrático para convencer a restante equipa da editora a aceitar a publicação deste manifesto. Mas provavelmente teria que subtrair o custo de impressão ao meu salário. Quem é que acredita na eficácia comercial de um texto que atenta à racionalidade? Ninguém, claro. A culpa é do sistema. Ainda para mais existem todos os outros factores externos à edição, completamente dominados pela DGS da racionalidade. Primeiro ia ser a distribuidora que não distribuía e depois iam ser os livreiros que nem à consignação iam querer manifestos nas suas prateleiras (estão fora de moda e ainda por cima vai sair o novo livro do Dan Brown a cascar na maçonaria). Pior do que tudo isto, quem é que compra um manifesto? Ninguém. O único que li foi o do Marx e o do Engels, e não o comprei, também confesso. Roubei, roubei ao meu tio que já foi maoísta e nunca o devolvi. Desculpa lá tio, espero que não tenhas facebook.
Chegamos ao facebook – o método reactivo por excelência na era moderna do 2.0.
Há umas semanas organizei um curso de política, deram-me o título de “director” e tudo. Foi giro, mas o convite é explicável pelo facto do verdadeiro organizador ser um filósofo, ou se preferirmos um professor de filosofia. Um professor de filosofia, que para além disso é um bom amigo, e que nestas duas qualidades teve a irreverência e a (reparem bem no conceito) irracionalidade de me fazer esse convite. No entanto, foi giro. Mas vamos ao que interessa.
Uma das aulas do curso foi dado por um bloguer/consultor de comunicação conhecido do grande público, um tipo afável e porreiro que em tempos até cometeu a irracionalidade (lá está, o conceito sempre presente) de aceitar apresentar o meu livro. Durante a aula falou-se essencialmente de comunicação 2.0, uma apresentação excelente e bem documentada, com dados de fibra óptica e tudo. Em suma, fiquei a perceber que a comunicação do futuro, principalmente a irracional, pode e deve ser feita com recurso à internet, através da tecnologia 2.0. Desta feita parti para a aventura, e assim nasceu o “Manifesto contra a racionalidade”.
UM MANIFESTO EM SETE PONTOS
1) O AMOR
O amor há muito que foi morto pela racionalidade. Quando falo de amor não falo de paixão, porque essa até mantém alguma da sua irracionalidade – o seu principal elemento diferenciador em relação ao amor. Falo antes do amor verdadeiro, aquele que se sente como que de um soco no estômago se tratasse, aquele nos faz olhar para um sorriso e pronto. Começamos a amar e amamos até ao fim dos nossos dias.
Que acabem os paninhos quentes no amor, que acabem os meios-termos, que acabem as hesitações em dar o primeiro beijo, que acabem os cafezinhos, que acabem os ciúmes, que acabem as discussões, que acabem as futilidades, que acabem os complexos, que acabem os elementos externos, que acabem as confusões – o amor é o tudo ou nada. No amor não há espaço para a racionalidade, os sentimentos são para serem impulsivos, irracionais, instantâneos – o amor não é uma conveniência, não é um estado de alma, não é um achar que. O amor é um tem que ser já. Então que se bana já a racionalidade do amor.
2) A AMIZADE
A amizade é a água tónica a fervilhar num copo com gelo cheio de gin. O gelo por si apenas sara as feridas, o gin é áspero de mais para ser bebido sozinho e a água tónica por si só é apenas aparência, trata-se da bebida dos ex-alcoólicos que queriam era estar a beber gin tónico. Da conjugação das feridas que é preciso sarar, com os conselhos amargos que é preciso receber e com a agradável companhia que é a tónica, nasce a amizade. Uma coisa é um conhecido, a outra é um amigo – o conhecido é racional, a amizade é irracional.
Abandonemos os amigos do racional na primeira esquina. Vamos pegar nos telefones e ligar, ligar aquele amigo que não vemos há uma eternidade, praticamente há dois dias, e dizer o quanto gostamos do ter como amigo. Vamos desatar a chorar em cada ombro, vamos a correr marcar um copo com cada um dos amigos e tirar fotografias. Vamos decorar as lareiras do país com fotos de amizades roubadas à piroseira – mas fotos de amizades sinceras. Que nunca ninguém mais fale da amizade sem a sentir.
3) A FAMÍLIA
A família não se escolhe, o amor e as amizades também não. Dizemos que é um frete estar com a família, por vezes até o sentimos, mas porquê? Por sermos racionais. É preciso amar a família não nas suas virtudes, porque isso é fácil, é racional. Temos que amar a família principalmente nos defeitos e dar conselhos, mesmo que sejam rejeitados e insistir, e transformar, moldar a família com base no respeito, na adoração.
Respeitar um familiar é sermos irracionais, é pegarmos no nosso pai que é do Benfica, sendo nós do Sporting, e levá-lo à Luz a ver um jogo e a comer uma fartura nas roulottes junto ao parque de estacionamento. Temos que reinventar a família, temos que ser reactivos ao ponto de não a deixarmos morrer, como instituto, como algo nosso, como sentimento de continuação e como tudo o resto, todo o rol de sentimos que nos faz rolar uma lágrima pela face quando sentimos saudades de um familiar.
4) AS CRIANÇAS
As crianças são o futuro, o amanhã. Tretas. As crianças são o hoje, são o presente, são o agora e são o agora na sua plenitude, são principalmente o que de mais puro e genuíno existe no mundo. Uma criança é para ser abraçada a cada momento, é para ser beijada, é para ser adorada a cada instante – ninguém tem mais para nos ensinar no mundo do que uma criança. Dizemos que as temos de educar, para quê? Para se tornarem iguais a nós? Sim, é para isso que as gostamos de educar, por e simplesmente para as tornarmos racionais.
Aceitemos e promovamos a irracionalidade das crianças. A sensatez com que repetem os gestos na televisão, a facilidade com que ignoram os estímulos que não sejam sensitivos, a genuidade que com que simpatizam com uma pessoa, independentemente da classe social, da crença, da cor, do feitio, do bigode, da roupa e mesmo do coração. Se aprendêssemos com as crianças não seriamos os brutamontes sentimentais que somos hoje em dia. Ensinemos as crianças a continuarem irracionais. Aprendamos com elas.
5) O TRABALHO
Para uns santifica, para os outros dignifica e para os verdadeiros irracionais atrapalha. O trabalho serve para pagar as contas, e porque assim tem que ser. Se não houvesse trabalho, o que é impossível, tanto melhor. Mas como é necessário então tudo bem, façamos um esforço. Mas nunca nos deixemos absorver pelo trabalho, a capacidade de absorção é uma coisa que está reservada às esponjas e aos sentimentos. Esses sim são necessários absorver e se os absorvermos vamos ser felizes, mesmo a trabalhar. Decreta-se pois que nunca ninguém promova o trabalho em vez da felicidade, do amor, das crianças, da família e do resto. Dos milhares de coisas que são muito mais importantes do que o trabalho.
6) O SEXO
Ai que horror que os irracionais só querem e só pensam no sexo. Vamos lá todos promover o sexo desmedido, com ou sem preservativo, nos bares, nas cabines telefónicas, nas sacristias, nas camas, nos bordeis e nos lençóis do vizinho. Nada disso, isso é estupidez, não é irracionalidade.
O irracional respeita o sexo, de quem o pratica e de quem não o pratica, porque não pode ou porque não quer, ou porque tem mais que fazer, ou até porque está bêbado de mais e não o consegue. O sexo é irracional porque é pessoal. Tendo estas duas características só é condenável quando ser torna racional, quando o fazemos porque tem que ser. Devolvamos também a irracionalidade genuína ao sexo. Façamos apenas porque queremos e com queremos.
7) A POESIA
Somos um país de poetas, de poetas com medo – por causa da racionalidade. Escrevemos os nossos poemas à noite em casa, nunca durante o dia numa esplanada. Escrevemos os nossos poemas e guardamos no fundo da última gaveta da mesinha de cabeceira, não corremos para os nossos amigos a perguntar se gostaram. E se alguém os encontra? Primeiro ficamos brancos, depois azuis e quase desmaiamos. Para compensar ainda damos uma desculpa: “isso não são bem poemas, são uns versos” ou então “são uma coisa minha”. Temos medo de utilizar a poesia para mostrar aos outros o que sentimos. Achamos que são uma coisa para nós, para passar o tempo. Mas não – a poesia é uma coisa para mostrar ao mundo.
Nem que sejam uma porcaria, literariamente falando, são os nossos poemas e quando os escrevemos depositamos lá algo de nós. Trata-se de um bocadinho dos nossos sentimentos que oferecemos a uma folha de papel – se os oferecemos é porque os devemos partilhar. Acham irracional? Ainda bem, é esse o objectivo. E eu confesso, não que eu seja um modelo para alguma coisa, mas nunca escondi um poema. E resultou? Não sei. Mas espero um dia encontrar uma mulher que verdadeiramente os perceba, os admire e me escreva um poema. Aí darei por encontrado o Amor e serei o mais irracional possível.
CONCLUSÃO
Este manifesto não tem um propósito, um único propósito racional. Os únicos propósitos que tem são irracionais, e tem vários, uns mais implícitos e outros mais explícitos. Mas como alguém me disse um dia, “se queres mostrar algo a alguém escreve, estás sempre a ser seguido”. Eu acreditei e por isso escrevo, escrevo para que sejamos cada vez mais irracionais.
Espero que a mensagem passe, espero que efectivamente alguma coisa mude e se mais não for a nossa vida.
Acabemos com a racionalidade!
João Gomes de Almeida
Portugal é uma gaja
Posted in Uncategorized on Setembro 28, 2009 by estapedeDepois dos resultados das eleições fiquei com a certeza daquilo que já desconfiava há muito. Portugal é uma gaja. Portugal é a típica gaja que quanto mais lhe batem mais gosta.
A Portugal queixa-se aos amigos, diz que está farta e que cometeu um grande erro. A Portugal diz que assim que possa, vai acabar com tudo e procurar outro. Diz que está farta de ser maltratada e de não receber o devido valor por parte de quem manda lá em casa. A Portugal leva todos a acreditar que vai tomar uma posição, que pensa por si mesma. A Portugal diz que já há 4 anos que não é feliz e que durante esse tempo ele só pensa nele e está-se borrifando para ela.
A Portugal tem a faca e o queijo na mão. Tem tudo para começar uma nova vida, com outra pessoa – que pode até ser menos interessante mas é mais atenciosa – mas Portugal fica sem coragem e tem medo das repercussões. A Portugal está farta de ser avisada por todos que o seu homem, provavelmente, anda metido em negócios estranhos. Ela fica chocada, não fala de outra coisa e comenta com as vizinhas. Confronta-o, ele diz-lhe que são tudo invenções e ela volta a dormir com ele.
Sabe-se que há uns meses atrás a Portugal foi corajosa e bateu o pé. Pediu um tempo. O homem quis que ela fosse com ele pela Europa fora. Ela disse que não ia com ele e foi com outro. Ela já havia dito a todos, Domingo dia 27 ia acabar com ele. Mas a Portugal é levada na cantiga do bandido, no cliché mais ancestral da história das relações e acredita quando lhe dizem “A culpa não foi minha, nós estávamos em crise”. Uns meses e muita conversa fiada depois, fraqueja e deixa-o entrar outra vez. Diz-lhe que ele não é o maior, deixa-o a dormir no sofá. Mas ainda assim ele entra.
Uma coisa é certa, Portugal não é lésbica ou se é não gosta das mais velhas.
A televisão morreu em directo
Posted in Uncategorized on Setembro 22, 2009 by el nunoEstes foram os Emmys do fim da televisão ou foram os Emmys da era pós-meios de comunicação de massas tradicionais? A cerimónia de domingo (madrugada de segunda em Lisboa) foi marcada por um meta discurso sobre a televisão nos seus supostos dias finais – do número de abertura aos agradecimentos e às piadas dos apresentadores, passando pelos clips ricos em referências ao YouTube ou ao Facebook.
E podemos até argumentar que os próprios prémios, que foram uma confirmação do esperado e uma repetição do ano passado, serviram esse propósito – afinal, foram distinguidos mais uma vez os produtos do cabo, os títulos com audiências que não chegam à dezena de milhão, os nichos (à escala americana, claro).
Já se sabia que a CBS, que este ano transmitiu os prémios, queria salvar a face dos Emmys – afinal, no ano passado foram vistos por 12,3 milhões de americanos, a menor audiência de sempre; mas este ano conseguiram 13,3 milhões de espectadores. Mesmo com a concorrência, nos ecrãs americanos, da transmissão de um jogo de futebol americano, que pode muito bem ser o derradeiro resistente do fiável appointment viewing , os programas que nos fazem estar à hora certa frente à TV para ver algo em primeira mão e possivelmente irrepetível. Talvez o mesmo que aconteceu na semana passada com uma franja dos espectadores portugueses que, pela primeira vez em muito tempo, tinham mais do que o futebol para os obrigar a cumprir os horários da TV tradicional. Tudo por causa do fenómeno Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios .
Mas voltando aos EUA e à cerimónia televisiva que premeia a televisão, a ofensiva pró-TV tradicional começou com o número de abertura musical pelo actor Neil Patrick Harris. Put down the remote (Largue o comando) invectivava os espectadores: “Não saltem para a Internet/Porque esta minha bela cara precisa de um enorme ecrã em alta-definição.” Depois, entre os prémios repetidos em relação a 2008 ( Rockefeller 30 , Mad Men e HBO como principais premiados) e algumas novidades, vinham as menções à indústria apertada em tempo de mudança .
A televisão morreu
A actriz Julia Louis-Dreyfuss disse estar honrada “por estar a apresentar [um prémio na cerimónia] no último ano oficial de televisão generalista de radiodifusão”. Quando Rockefeller 30 (RTP2 e FoxNext) ganhou novamente a categoria de melhor série de comédia, Tina Fey recordou a polémica decisão da NBC de ter dado ao Jay Leno Show cinco horas semanais de horário nobre em detrimento da ficção. “Quero agradecer aos nossos amigos na NBC por nos manterem no ar apesar de sermos mais caros do que um talk show “, espicaçou.
Ricky Gervais, de Extras e O Escritório , disse em palco que ia contar uma piada “apenas para as cinco mil pessoas que estão na sala – não para as cinco mil pessoas a ver lá em casa”, brincou. Kristin Chenoweth agradeceu o prémio de melhor actriz secundária de comédia pela entretanto cancelada Bem-me-quer, Malmequer (FoxLife ) pedindo emprego noutra série: “Gostava de entrar em Mad Men , mas também gosto d” O Escritório ou de 24. “
E além das menções aos novos média – Conan O”Brien a ignorar pedidos de amizade no Facebook, um gag do YouTube sobre Family Guy – , também houve um ataque: Neil Patrick Harris entrou na sua personagem Dr. Horrible (vinda da série online Dr. Horrible”s Sing-a-long blog , que entrou na lista dos melhores programas de TV de 2008 da Time , apesar de nunca ter passado na TV) para dizer ao mundo que a Internet é que é. “Forcei a entrada na vossa transmissão para vos dizer que a televisão morreu. O futuro do entretenimento caseiro é a Internet.” Mas tudo termina quando a bateria do computador da personagem chega ao fim.
Mas Matthew Weiner, criador de Mad Men (melhor série dramática do ano), quis frisar: “Sei que está tudo a mudar, mas não tenho medo disso porque sinto que todos estes diferentes meios são apenas mais escolha e mais entretenimento.”
De resto, e falando de prémios, as não-surpresas foram: as vitórias de Rockefeller 30 em cinco categorias, entre as quais a de melhor série de comédia, de melhor actor de comédia para Alec Baldwin e de melhor argumento em comédia; a de Bryan Cranston como protagonista de Ruptura Total (TV Cine 4); a de Glenn Close melhor actriz dramática por Sem Escrúpulos (TVI e AXN); a do Daily Show de Jon Stewart (SIC Radical e SIC Notícias) como melhor programa e melhor escrita em variedades ou comédia; e ainda o triunfo da HBO, com 21 Emmys, graças ao telefilme Grey Gardens e à mini-série Into the Storm .
As novidades: Toni Collette melhor actriz de comédia por As Taras de Tara (FoxLife); Little Dorrit , produção da BBC com exibição na estação pública americana PBS, teve sete estatuetas; Michael Emerson, o Ben de Perdidos , foi o melhor actor secundário num drama e Jon Cryer, de Dois Homens e Meio (RTP2), levou o prémio de melhor actor de comédia. Estes dois últimos foram provavelmente os únicos piscares de olho às séries de grande audiência, ao público que a Academia de Artes e Ciências Televisivas quer a ver ?os seus Emmys todos os anos
in Publico
1 year, baby!
Posted in Uncategorized on Setembro 1, 2009 by scotchbrito
Como todos os bébes com um ano, já não somos os mesmos que éramos no primeiro dia.
A tradução para português ajudará a entender.
At one year old….
Your baby now drinks from a cup without assistance.
Já conseguimos beber copos sozinhos até precisar de assistência.
She can stand alone for several minutes.
Nós estamos em pé desde o primeiro dia.
Baby walks well (keep in mind that good crawlers often are late walkers).
Nós andamos bem mas não temos problemas em gatinhar.
She waves good-bye and plays pat-a-cake.
Nós dizemos até amanhã todos os dias com os bracinhos, e sofremos de saudades antecipadas uns pelos outros. Depois em casa choramos mais um bocado e vamos para a cama antes do telejornal.
Baby says “mama” and “dada.”
Nós já não precisamos dos nossos pais, não falamos com eles nem queremos saber. A NOSSA família está em Santo Amaro e já dizemos palavras simples como “nu-no”e “du-du”
She says other one-syllable words (like “hi”).
Nós somos tão inteligentes que só usamos palavras com mais de duas sílabas na linguagem corrente. Apenas usamos muito “ui” quando o mundo não está preparado para as nossas ideias.
Baby expresses her wants with gestures and words instead of cries.
Já não precisamos de chorar para nos exprimirmos. Usamos as mãos simbolicamente para demonstrar o que sentimos uns pelos outros. Por vezes conseguimos usar mesmo só o dedo do meio.
Baby responds to simple commands.
Nós respondemos aos comandos mais complexos com as respostas mais simples.
Ui ui ui ui….
O ponto mais Acidental da Europa – by Joanete Moura
Posted in Uncategorized on Julho 16, 2009 by estapede
A culpa não é sua. A culpa é de sua bisavò materna, também ela ex-ponto-mais-Acidental-da-Europa. Um galardão que desde essa senhora vem estando na familia sendo agora detido pelo NOSSO™. Para ajudar à festa, os seus pés são os primeiros a chegar a qualquer lado, logo, o primeiro contacto aos olhos de todos. Porque o ponto-mais-acidental-da-europa situa-se a meio de um sempre discreto 45 de pé. As suas incursões à praia provocam alterações na orla costeira portuguesa e o mapa ganha novos contornos.
O seu maior medo? Que comecem a ser local de ajuntamento motard aos Domingos.









